


Antes que os primeiros colonizadores europeus avistassem as colinas da região, o território onde hoje se ergue Itaúna era habitado por povos indígenas, principalmente da etnia Carajá. Foram os elementos da natureza que deram o primeiro e definitivo nome ao lugar. Na língua tupi, a junção de Ita (pedra) e Una (preta/escura) batizou a região devido às formações rochosas de minério de ferro que dominavam a paisagem.
O nascimento da Itaúna urbana intimamente ligado à expansão das fronteiras mineiras no século XVIII. Por volta de 1720, bandeirantes e tropeiros começaram a desbravar a região em busca de riquezas e de novas rotas que ligassem os centros mineradores.
O local, estrategicamente posicionado às margens do Rio São João, transformou-se em um ponto de parada obrigatório — um "pouso de tropeiros" onde os viajantes descansavam, alimentavam seus animais e comercializavam mercadorias. A fundação do povoado ganhou força definitiva através da fé:
Em 1739, os pioneiros ergueram uma pequena ermida (oratório) dedicada a Sant’Ana.
A devoção fincou raízes tão profundas que, em 1750, a igrejinha foi ampliada, tornando-se o embrião da atual Igreja do Rosário.
Esse marco religioso atraiu novas famílias, dando origem ao arraial que ficou conhecido por muito tempo como Sant'Ana do Rio São João Acima.


Durante o século XIX, a comunidade continuou a se desenvolver com base na agricultura de subsistência e na pecuária. A vida social girava em torno das celebrações religiosas e das tradições que misturavam a cultura europeia à forte herança dos povos escravizados, que ergueram com suor e fé a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.
Em 1854, um novo capítulo de fé foi escrito no ponto mais alto da cidade. Para proteger a população de uma terrível epidemia que assolava a região, uma promessa foi feita e a igrejinha de Nosso Senhor do Bonfim foi erguida. O morro tornou-se um farol de esperança e um mirante natural para a vila que não parava de crescer.

A virada para o século XX trouxe a modernidade nos trilhos de ferro. A chegada da ferrovia interligou o município aos grandes centros, abrindo as portas para o comércio e atraindo imigrantes. O progresso foi tão expressivo que, no dia 16 de setembro de 1901, o distrito finalmente conquistou sua emancipação política, desmembrando-se de Pará de Minas e adotando oficialmente o nome de Itaúna. A partir daí, a cidade viveu sua era de ouro industria.
Indústria Têxtil
Grandes tecelagens instalaram-se na cidade, transformando Itaúna em um polo têxtil de destaque no estado.

Siderurgia
O aproveitamento do minério de ferro impulsionou a criação de fundições, moldando o perfil trabalhador e progressista do povo itaunense.

Na segunda metade do século XX, Itaúna expandiu seus horizontes. Com a fundação da Universidade de Itaúna (UIT) e o forte investimento em escolas técnicas e de ensino básico, o município passou a atrair estudantes de todo o país. A dedicação ao saber rendeu à cidade o orgulhoso título de "Cidade Educativa".
Em 1955, a história de Itaúna mudou para sempre. O relato das aparições da Virgem Maria na Gruta de Nossa Senhoratransformou a rotina da pacata cidade industrial. Itaúna entrou definitivamente no mapa do turismo religioso brasileiro, convertendo-se em um polo de peregrinação, silêncio e cura espiritual.


Hoje, Itaúna é o perfeito equilíbrio entre a modernidade de uma cidade polo e o charme acolhedor do interior de Minas. Com uma economia sólida que une indústria, comércio forte e educação de ponta, a cidade preserva com orgulho suas maiores riquezas: o patrimônio histórico, as tradições religiosas.
O Roteiro Graça e Gratidão nasce justamente para celebrar essa trajetória. Visitar Itaúna hoje é caminhar por ruas que carregam séculos de história, subir ao topo de morros que guardam preces centenárias e renovar a fé nas águas e pedras de uma gruta abençoada. Venha fazer parte desta história! Encante-se com o nosso passado e renove as suas energias para o futuro. Itaúna de braços abertos espera por você.